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ARTIGOS: CONHECIMENTO 

A Graça de Deus


A Graça de Deus

Muitas religiões, ao referir-se à doutrina do perdão dos pecados, falam sobre a Graça de Deus. Alegadamente, o “Deus do amor”, perdoa o homem de todos os seus pecados – tudo o que este precisa fazer é arrepender-se sinceramente e confessá-los. Esta atitude, entretanto, confunde o amor de Deus com fraqueza, contradizendo completamente a justiça divina. De acordo com a lei da ação e reação tudo – seja bom ou ruim, – volta para o homem. Nada pode ser perdoado, mas tudo deve ser quitado até o ultimo centavo. Como diz a Bíblia, uma árvore boa produzirá frutos bons e uma árvore ruim produzirá frutos estragados, quer gostemos ou não, quer acreditemos ou não.

Vejamos como este tal “perdão dos pecados” acontece na prática: o homem reflete sobre o que fez há alguns minutos e então se “arrepende” de sua atitude. Com isso, acredita que está tudo resolvido. Sequer tenta fazer qualquer esforço para promover uma mudança em seu íntimo. Por que o faria? Afinal de contas, a ele foi ensinado somente arrepender-se e recitar algumas orações como sinal de seu arrependimento – e a Graça de Deus então colocaria tudo em ordem novamente. Este tipo de penitência é somente um apaziguador ilusório da consciência e não surte nenhum efeito concreto. Os confessionários estão cheios de pecadores e o homem continua cometendo os mesmos erros sempre novamente, freqüentemente durante toda sua vida.

A atitude automática de arrependimento dos pecados não funciona principalmente porque neste momento o homem está lidando com seu passado, muito embora sejam atitudes recentes; então, basicamente, ele fica refletindo como ele era, e não como ele é. Os traços negativos de seu caráter, os quais o levou a atuar de forma errada e que devem ser eliminados, continuam presentes em seu íntimo, não ficaram no passado. O passado é apenas uma memória de nossa mente, e não uma realidade tangível, a qual podemos sentir e onde ativamente podemos promover alguma mudança.

Portanto, o homem é quase sempre capaz de continuar a agir da mesma forma errada, ainda que acredite na “Graça de Deus” e confesse seus pecados. Enquanto não se esforçar para livrar-se das falhas de seu caráter e, em vez disso, continuar a lidar com seu passado “morto”, ele não conseguirá obter sucesso. Pensar sobre atos passados serve apenas para o seu autoconhecimento, para que saibamos como somos e o que precisamos fazer para promover mudanças dentro de nós mesmos, no presente. Refletir excessivamente e viver no passado nos tira o foco do presente, deixando-nos deprimidos ao vermos quem éramos e assim nos obscurecer ainda mais. A verdadeira mudança deve acontecer dentro de nós, e não em nossos pensamentos. Pensamentos arrependidos são insuficientes para tocar o espírito e operar alguma mudança na natureza humana. Se o homem deseja mudar, deve sentir a desarmonia dentro de seu coração. Não basta saber que tenha atuado inapropriadamente – ele deve eminentemente sentir esta inadequação dentro de si. Senti-la tão verdadeira e profundamente a ponto de jamais ser capaz de cometê-la novamente, tal tenha sido a sensação de repulsa que surge a partir do fundo de sua alma. Esforçar-se por conhecer a verdade sobre as causas de seus atos errados deve ser simplesmente mais forte do que o doce desejo de pecar. Somente então é possível receber a dádiva da Graça de Deus.

Mesmo que o perdão prometido realmente funcionasse, ainda existiria mais um fato importante: enquanto se conte com “todo o perdão da Graça de Deus”, freqüentemente esquecido – o homem não reconhece os danos que possa ter causado devido a sua má conduta. E este é o momento quando a verdadeira Graça de Deus pode ser empregada.

Para entender corretamente em que consiste a Graça de Deus, é necessário estar ciente das leis divinas que determinam a forma como as forças na Criação interagem. Conforme uma destas leis, somente as forças da mesma espécie podem afetar uma à outra.

Você certamente está familiarizado com a manifestação desta lei no mundo material: você não pode cavar um buraco na água; você não pode dobrar o ar a marteladas; você não pode pegar ondas de radio com uma rede de caçar borboletas, etc., porque estes elementos possuem naturezas diferentes. Da mesma forma, esta lei é também aplicada no reino espiritual, onde somente é permitida a interação entre elementos afins. Portanto, qualquer injustiça que possa ocorrer na interação entre forças heterogêneas já está de antemão descartada. A espécie superior sempre dominaria como se, por exemplo, atletas peso leve e peso pesado ou profissionais e amadores competissem entre si.

Agora, vejamos como esta lei se aplica aos atos humanos:

Imagine duas pessoas que, há muito tempo, tenham intencionalmente afetado a saúde de alguém. Suponhamos que um deles tenha percebido o prejuízo de seus atos e tenha então mudado seu interior; a outra, entretanto, não tenha percebido e ainda os tenha considerado como corretos, definindo-os como a lei do mais forte. Independentemente de como tenha justificado suas próprias ações, o prejuízo que tenha causado retornará para ele. Além de a pessoa prejudicada ter sido submetida a zombarias, à dor, e ter suas oportunidades de vida limitadas, também as condições de vida de sua família são afetadas, e devem ser acrescentadas ao prejuízo. Por exemplo, devido à falta de dinheiro, seus filhos podem ficar privados da oportunidade de viver uma infância plena, ou de receber a educação desejada, que por sua vez pode trazer outras conseqüências negativas, sempre às custas do homem que tenha sido o causador do dano inicial. E não podemos sequer imaginar quantos desdobramentos negativos podem decorrer a partir de atitudes erradas. A colheita dos atos humanos é geralmente maior que as sementes que plantamos; como as sementes de mostarda que crescem vários metros, e cuja sementes crescem em outras plantas.

Como o efeito reverso de tais ações parecem para cada uma destas pessoas? Aquele que reconheceu sua atitude como errada e operou mudanças em seu interior, tornando-se uma pessoa melhor, está agora irradiando luz e vibrações luminosas, às quais as vibrações pesadas e escuras que retornam de seus atos anteriores, não podem ancorar. Os maus efeitos o atingirão somente com força reduzida, proporcional ao quanto de vibrações escuras ele tenha removido de sua personalidade. Caso nenhuma escuridão seja encontrada em seu interior, então os efeitos ruins simplesmente não o atingirão. Diferente dele, aquele homem que não tenha promovido mudanças em seu interior será atingido com força total pelos efeitos retroativos de sua atitude de outrora, porque estas vibrações escuras encontrarão apoio para suas atividades. O efeito será enorme, e o homem provavelmente terminará em uma cadeira de rodas. Ai daquele que não percebe o que seu comportamento tenha causado e continua a agir impiedosamente! Deverá experimentar em si próprio o prejuízo que tenha causado a outros.

A lei da uniformidade protege as pessoas do sofrimento desnecessário, permitindo que somente forças da mesma espécie se encontrem. Por que aquele que já se modificou deveria sofrer por seus atos passados? Isso não lhe traria nenhum benefício. Seria somente um sinal de imperfeição, excluída das leis divinas perfeitas. O sofrimento é necessário somente para os duros de coração, incapazes de reconhecer seus erros de outra forma que não somente experimentando o mal que causaram a outros em si mesmos.

Se o homem é presunçoso, calculista, egoísta, malicioso, ou possua outras características obscuras em seu íntimo, seu corpo espiritual irradiará também a escuridão. Consistirá de vibrações densas e pesadas e nada de bom poderá alcançá-lo. Ao contrário, o homem generoso, amigável, possuidor de pensamentos nobres e bem-intencionados... irradiará vibrações gentis e luminosas de cores brilhantes e vívidas. Estará aberto somente para forças igualmente brilhantes e belas e nada de obscuro poderá atingi-lo seriamente. Se estas duas pessoas diferentes se reunirem, não encontrarão nada em comum. Assim, todos intuitivamente procuram pessoas afins, de acordo com a lei da uniformidade.

A Graça de Deus jamais é concedida àqueles que admitiram sua culpa, arrependeram-se dos seus atos e quiseram modificar-se, mas somente àqueles que realmente tenham se modificado. A Graça de Deus “reconhece” estes homens conforme sua radiação. Opera nas leis divinas perfeitas conforme a intensidade da luz ou escuridão do homem, e não conforme o que ele pensa sobre si. Pensar sobre as atitudes erradas não torna o espírito luminoso e, portanto, não impede o efeito do retorno escuro. Somente lá, onde o espírito não estiver cercado pela irradiação obscura, mas onde seu manto estiver limpo, é que os efeitos de retorno de suas atitudes más não encontrarão qualquer ancoragem, ocorrendo assim o “perdão dos pecados”.

Esta é a maneira que a Graça de Deus opera em nossas vidas. Mesmo o maior pecador pode avançar em direção à Luz sem se preocupar com os efeitos reversos de suas ações passadas, suprimindo-os, ainda que estes efeitos fossem muito grandes.

A Graça de Deus consiste somente nisto – e não em um perdão de pecados por conveniência, para o qual a Graça de Deus é erroneamente empregada.

Com relação às leis nas quais a Graça de Deus se aplica ainda deve-se dizer que, enquanto de um lado estas leis ajudam as pessoas a superar as conseqüências de suas atitudes condenáveis (o chamado “carma”), por outro lado também atuam vice-versa. Se o homem cai espiritualmente e seu corpo astral torna-se escuro e pesado, ele então interrompe os efeitos de retorno de suas ações boas anteriores. Os efeitos bons não encontrarão apoio nas vibrações escuras assim como os efeitos de seus atos ruins não poderiam atingi-los se ele houver se modificado para melhor e passado a irradiar luminosamente.

A lei da uniformidade e a lei da ação e reação nos conduz de volta para a vida no presente, e a Graça de Deus nos é concedida como uma grande ajuda em nosso caminho para a Luz. Não importa o que aconteceu no passado, mas somente como somos no presente.

Quem somos e como irradiamos não pode ser simulado ou obtido de outra forma que não através de uma honesta transformação em nós mesmos. Saber que as nossas faltas passadas, mesmo as piores, não estão entre nós e a Luz abre o caminho para a Luz para todos aqueles que desejam descobrir o que estão fazendo de errado e fazer o seu máximo para modificar-se. A Graça de Deus irá ajudá-los.


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